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Retorno da aulas: como preparar a minha escola?

A pandemia do Covid-19 também impactou a área do ensino. Aulas suspensas, escolas fechadas, alunos e professores em casa. Com o retorno das aulas nas escolas, é preciso se preparar de forma a garantir a segurança de todos os envolvidos e promover o ensino com qualidade. Mas como preparar uma escola para o retorno das aulas no contexto específico que estamos vivendo? É o que vamos ajudar a esclarecer agora.

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Guia de protocolos de segurança para o retorno das aulas presenciais

Com mais de um ano de pandemia muito já foi descoberto sobre a Covid-19 e sua forma de transmissão. Com isso, medidas de proteção para prevenção e controle da disseminação da doença são indispensáveis em qualquer atividade em que se tenha contato com outras pessoas ou em espaços que, mesmo sem contato direto, circule mais de uma pessoa.

No caso das escolas, não é diferente, e para orientar e igualar as medidas pedagógicas e sanitárias que devem ser tomadas por todas as instituições de ensino, o Ministério da Educação do Brasil disponibilizou um guia para um retorno seguro às salas de aula.

O documento traz orientações a partir de análises e recomendações internacionais, como da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e também orientações nacionais, como normativos do Ministério da Saúde do Brasil (MS)

O guia tenta ser bem completo e traz um material atento às preocupações e cuidados não só com as especificidades de cada espaço escolar, mas também com os funcionários de todas as frentes naquele ambiente e, claro, com os alunos, se atentando também para alunos com deficiência e necessidades especiais.

Das diretrizes dispostas no Guia de Implementação de Protocolos de Retorno das Atividades Presenciais nas Escolas de Educação Básica, vamos apresentar algumas das medidas que a escola deve tomar para o retorno das aulas.

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Medidas necessárias para planejamento do retorno das aulas

Antes do retorno presencial é indicado que a escola:

  • Atualize a lista de todos os profissionais e alunos com informações de contato;
  • Tenha um plano de retorno definido em relação às séries e como o trabalho será feito em cada uma delas: ensino remoto, híbrido, se todos os alunos retornarão de uma vez ou por etapas etc.;
  • Avalie o ambiente, se há boas condições estruturais e físicas para a retomada presencial, para o trabalho administrativo e o trabalho intensificado de limpeza;
  • Observe a adequação do sistema de ventilação dos ambientes;
  • Identifique a existência suficiente de EPIs para as condições favoráveis de trabalho para todos;
  • Verifique se todos os espaços oferecem condições de higiene adequadas, tanto em relação a limpeza dos mesmos, quanto a disponibilidade de água, sabonete e álcool em gel para todos;
  • Faça planejamentos para que a reposição desses itens de higiene seja feita na frequência adequada, sem falhas e que haja também equipe de limpeza suficiente;
  • Decida como será o processo de alimentação dos alunos: horários, necessidade ou não de revezamentos e local que garanta a ventilação e distanciamento mínimo entre pessoas;
  • Crie mecanismos de monitoramento para que as medidas sociais e sanitárias sejam cumpridas;
  • Avalie sobre as possíveis condições da realização de treinamentos e capacitações do corpo acadêmico;
  • Verifique se há equipe preparada para realizar ações de educação e sensibilização de estudantes e responsáveis.

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Medidas necessárias para o período completo de funcionamento presencial da escola

  • Realizar a aferição de temperatura de todos antes de adentrar o ambiente escolar, podendo ser repetido para salas e ambientes fechados – que na verdade devem ser evitados;
  • Uso do álcool em gel por todos antes da entrada na escola, nas salas de aula e demais espaços compartilhados;
  • Limpeza periódica e intensiva de locais com maior fluxo de pessoas, principalmente banheiros e salas de aula. No caso das salas de aula e auditórios, a limpeza sempre deve ser feita a cada troca de turma;
  • Não é indicado o uso de bebedouros. Se forem utilizados, não pode haver contato direto com a superfície, o papel toalha pode ser usado para o acionamento, copos descartáveis para ingestão da água e álcool gel 70% para higienização posterior;
  • Manter portas e janelas sempre abertas para boa circulação de ar e realizar a desinfecção de equipamentos após sua utilização;
  • No caso de uso de laboratórios, além da desinfecção e limpeza frequentes, utilizar, obrigatoriamente, EPIs como jaleco, máscara e touca para entrar.

Medidas necessárias para manutenção dos cuidados no retorno das aulas

Quando os alunos estiverem em sala de aula, depois de toda a preparação da escola, é importante que os cuidados se intensifiquem. A situação deve ser exaustivamente abordada, respeitando a capacidade de compreensão de cada faixa etária, mas reforçando sempre a necessidade da manutenção dos cuidados.

Os professores podem usar de brincadeiras lúdicas para ensinar às crianças menores sobre o que eles devem fazer para se protegerem.

É fundamental, também, que o número de alunos em sala de aula seja reduzido para garantir o distanciamento social mínimo e facilitar a fiscalização do uso e manuseio corretos da máscara, principalmente em relação às crianças. Lembrando que o manuseio e uso incorreto das máscaras pode representar risco de contaminação e não proteção.

Para que as máscaras atuem de forma eficaz, elas devem ser usadas, cada uma, por no máximo duas horas, se forem de pano. Ou seja, os responsáveis e alunos devem estar cientes disso e preparar máscaras reserva para que a criança ou adolescente esteja protegido desde a saída de casa até o retorno para casa – é necessário considerar o tempo de deslocamento, não apenas o tempo do dia de aula, e também a possibilidade de acidentes com a máscara, como cair no chão, contato de alguém etc.

Para que a rotina no retorno das aulas se adeque às medidas de segurança, é bom sempre lembrar que o contato direto, os cumprimentos, e o compartilhamento de objetos não podem mais acontecer, e reforçar as regras de etiqueta respiratória em caso de espirro ou tosse.

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